sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Que é ser Protagonista?


Em nossos últimos encontros, conversamos sobre o conteúdo do primeiro capítulo do texto-base da CF 2013. E antes de passarmos para a segunda parte, eu queria destacar um aspecto do conteúdo que nós já conversamos. 
E aqui eu queria retomar o tema do protagonismo da juventude. O que é protagonismo? O que significa ser protagonista?  O texto da CF diz que o objetivo geral é “acolher os jovens no contexto de mudança de época, propiciando caminhos para o seu protagonismo, no seguimento de Jesus Cristo, na vivência eclesial e na construção de uma sociedade fraterna fundamentada na cultura da vida, da justiça e da paz”. Se formos pesquisar no dicionário, vamos entender que o verbo PROTAGONIZAR é o mesmo que SER PROTAGONISTA. Ser PROTAGONISTA significa ser o ator principal, ser o personagem principal dos acontecimentos.  Daí, a gente pode entender melhor o que a Igreja quer com a Campanha da Fraternidade: a Igreja quer dizer ao jovem que o espaço dele está aberto, que há um lugar especial para a juventude, que a Igreja sem juventude, fracassa, que a Igreja se completa com a presença dos jovens.
O jovem precisa da Igreja para cultivar a sua fé e caminhar com esperança, mas ela também precisa do jovem para que ela seja mais criativa, mais audaciosa, mais renovada e possa exercer sua missão com mais alcance. Costumo dizer que uma comunidade, uma paróquia sem juventude está fadada ao fracasso. Se ela não tem jovens atuando, inovando e participando, é sinal de que, aos poucos, aquele grupo pode morrer e se esvaziar. Isso seria trágico.
A gente sabe que os rapazes e moças de hoje têm outra forma de pensar e sentir em relação aos jovens da década passada. E por isso a gente precisa tentar entendê-los e abrir espaços para que eles atuem, para que eles mostrem seu rosto, falem o que sentem e o que entendem sobre a vida. Não precisamos concordar com tudo, mas é dever nosso dever respeitá-los como eles são, oferecer espaço para que façam suas experiências, cresçam como cristãos, exercitem suas relações, atuem e aconteçam do jeito deles.
Sabe, minha gente, a mudança de época, toda essa revolução que o mundo da tecnologia traz, a nova visão de mundo, os novos paradigmas, obrigam a todos nós confrontarmos com nossos preconceitos, detectá-los e acabar com eles. Antigamente, ser diferente era quase um pecado, sentir-se diferente do outro, era motivo de vergonha; hoje, ser diferente é ter identidade, é uma forma de ser e existir no mundo. E a juventude hoje é assim, cada um tem um estilo próprio, pertence a um determinado grupo ou tribo, se veste com modas excêntricas, às vezes com estilos extravagantes; algumas moças com maquiagem forte, alguns rapazes com adorno (brinco) na orelha... Isto é certo ou é errado?
Não se trata de perguntar pelo certo e o errado, trata-se de acolher o jovem na comunidade com aquilo que ele traz, com seus sofrimentos e alegrias, com suas virtudes e fraquezas, com suas pobrezas e riquezas... sem preconceitos, como Jesus fazia. Acolher a pessoa para que ela sinta que, naquele espaço e naqueles corações, ela encontrará apoio para crescer e aprender mais sobre a vida. Mas se nós quisermos que os jovens se enquadrem em nosso pensamento, em nossa maneira de ser; se achamos que eles têm de fazer aquilo que nós adultos queremos, só porque temos mais experiência e já sabemos os caminhos da vida, não vamos ajudá-los a fazer história como protagonistas. Nosso preconceito é lixo interior, e não podemos impor isso a ninguém.
Quando nós éramos jovens, também queríamos imprimir nossa marca na comunidade, criar novos acontecimentos, deixar nosso nome gravado nos corações das pessoas. Agora, existe outra geração que precisa ocupar o seu lugar de jovem e dar um novo colorido em nossa sociedade, em nossa Igreja. Ajudar os jovens a serem protagonistas, artífices e artistas da paz em nossas comunidades, eis aí o desafio. Eis aí a chance de renovação.
Uma coisa é certa: uma paróquia ou comunidade que acolhe, dialoga, orienta, dá espaço e motiva o jovem, pode até ter problemas, mas será sempre renovada, dinâmica, vigorosa, animada e cheia de esperança.
No próximo encontro vamos iniciar o segundo capítulo do texto-base da CF. Tenha um dia abençoado! Até amanhã!
Ir. José Torres, CSsR.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

CF 2013: Juventude vítima de desigualdades, exclusão e violência


Estamos falando sobre as grandes transformações desse tempo de mudança de época. Já dissemos que vivemos numa “cultura midiática”. Ontem, falamos sobre o fenômeno juvenil: a formação da subjetividade, o mundo da pluralidade, as formas em que os jovens se juntam para se relacionar e as novas linguagens que surgem a partir de suas relações. Queremos continuar falando sobre outras expressões desse fenômeno juvenil.
Um grande problema que percebemos no atual fenômeno juvenil da atualidade são as “desigualdades juvenis”. No campo econômico, a juventude vive em condições desiguais. Além disso, a discriminação e o preconceito atingem de cheio a realidade dos jovens. Há especificamente desigualdades: de renda, de espaços urbanos, de escolaridade, de trabalho, de gênero e também a desestruturação das relações familiares. A “Desigualdade e a violência” estão sempre presentes, não somente na realidade dos jovens urbanos, mas vemos que os seus reflexos atingem também os povos tradicionais”: a falta de políticas públicas, a pobreza, a exclusão, a falta de perspectivas e o preconceito, afetam a “construção da identidade dos jovens”; jovens negros, indígenas e do campo, encontram dificuldades ao acesso aos seus direitos.
Outra realidade gritante em que vive a juventude é a “exclusão social e violência”. A violência institucionalizada “tende a criar um estereótipo” em que se relaciona juventude e violência, como se a juventude fosse sinônimo de violência. Na realidade, juventude não é sinal de violência, a verdade é que milhões de jovens deixam de ser “protagonistas de suas próprias vidas” para serem vitimas da violência.
A exclusão digital e a violência em rede são também verificadas na vida da juventude. No Brasil há uma “imensa desigualdade em relação à possibilidade de conexão às novas tecnologias de informação”: “65% dos domicílios não possuem computador; 73% não possuem acesso à internet”. Quer dizer, “a maioria da juventude brasileira acessa a rede em Lan Houses”. Mas, a internet tem também seus riscos, pois o no mundo da comunicação, “virtual e real se confundem”, possibilitando crimes como a pedofilia e a “difusão de ideologias que diminuem a vida” (tais como violência, vigorexia, bulimia, anorexia, bullying, drogas, preconceitos e a pornografia).
Outra constatação desse fenômeno juvenil diz respeito aos direitos e deveres da juventude. As Políticas públicas para a juventude são direitos sem os quais não é possível acontecer dignidade e protagonismo dos jovens. Na “participação efetiva dos jovens na implementação e gestão das políticas públicas, muito se tem avançado”, mas é preciso que se avance mais naquelas políticas que se relacionam “ao trabalho, à cultura, à educação, ao esporte, ao lazer, ao meio ambiente, à vida segura, à saúde e a várias outras demandas. É dever da juventude, desenvolver sua “consciência política” e exercer constantemente o seu olhar crítico sobre essas políticas públicas”, afinal os jovens são cidadãos e protagonistas de sua história.
Outro tema importante é o “acompanhamento eclesial”. Faz-se necessário “abrir espaços de diálogo sobre os direitos e a participação dos jovens em nossas comunidades”. É lamentável que, “lideranças adultas não garantam o acompanhamento e o apoio necessário aos agrupamentos juvenis”. Por outro lado, encontramos muitos grupos juvenis que “caminham total ou parcialmente à margem da comunidade eclesial”. E aí vale lembrar aos diversos coordenadores dos jovens que eles têm o dever de promover a “comunhão eclesial, especialmente com o Bispo diocesano e o plano pastoral” da igreja local.
Finalizamos aqui a primeira parte do texto-base da CF2013. Amanhã, vamos voltar ao conteúdo deste primeiro capítulo e conversar sobre o protagonismo juvenil. Tenha um dia tranquilo e cheio da Graça de Deus. Até amanhã !
Ir. José Torres, CSsR.

(CF 2013 - Fraternidade e Juventude: Primeira Parte, “Desigualdades Juvenis”, p. 39 -47).

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

A verdadeira renúncia do Papa


Tenho 23 anos e ainda não entendo muitas coisas. E há muitas coisas que não se podem entender às 8 da manhã quando te dirigem a palavra para dizer com a maior simplicidade: "Daniel, o papa se demitiu". E eu de supetão respondi: "Demitiu?" A resposta era mais do que óbvia, "Quer dizer que renunciou, Daniel, o Papa renunciou!"
O Papa renunciou. Assim irão acordar inúmeros jornais da manhã, assim começará o dia para a maioria. Assim, de um instante para o outro, uns quantos perderão a fé e outros muitos fortalecerão a sua. Mas este negócio de o Papa renunciar é uma dessas coisas que não se entendem.
Eu sou católico. Um entre tantos. Destes católicos que durante sua infância foi levado à Missa, depois cresceu e foi tomado pelo tédio. Foi então que, a uma certa altura, joguei fora todas as minhas crenças e levei a Igreja junto. Porém a Igreja não é para ser levada nem por mim, nem por ninguém (nem pelo Papa). Depois a uma certa altura de minha vida, voltei a ter gosto por meu lado espiritual (sabe como é, do mesmo jeito como se fica amarrado na menina que vai à Missa, e nos guias fantásticos que chamamos de padres), e, assim, de forma quase banal e simples, continuei por um caminho pelo qual hoje eu digo: sou católico. Um entre muitos, sim, porém, mesmo assim, católico. Porém, quer você seja um doutor em teologia ou um analfabeto em escrituras (destes como existem milhões por aí), o que todo mundo sabe é que o Papa é o Papa. Odiado, amado, objeto de zombaria e de orações, o Papa é o Papa, e o Papa morre como Papa.
Por isto, quando acordei com a notícia, como outros milhões de seres humanos, nos perguntamos: por quê? Por que renuncias, senhor Ratzinger? Ficou com medo? Foi consumido pela idade? Perdeu a fé? Ganhou a fé? E hoje, depois de 12 horas, acho que encontrei a resposta: o Senhor Ratzinger renunciou, porque é o que ele fez a sua vida inteira.
É simples assim.
O Papa renunciou a uma vida normal. Renunciou a ter uma esposa. Renunciou a ter filhos. Renunciou a ganhar um salário. Renunciou à mediocridade. Renunciou às horas de sono, em troca de horas de estudo. Renunciou a ser um padre a mais, porém também renunciou a ser um padre especial. Renunciou a encher sua cabeça de Mozart, para enchê-la de teologia. Renunciou a chorar nos braços de seus pais. Renunciou a estar aposentado aos 85 anos, desfrutando de seus netos na comodidade de sua casa e no calor de uma lareira. Renunciou a desfrutar de seu país. Renunciou à comodidade de dias livres. Renunciou à vaidade. Renunciou a se defender contra os que o atacavam. Pois bem, para mim a coisa é óbvia: o Papa é um sujeito apegado à renúncia.
E hoje ele volta a demonstrá-lo. Um Papa que renuncia a seu pontificado, quando sabe que a Igreja não está em suas mãos, mas na de algo ou alguém maior, parece-me um Papa sábio. Ninguém é maior que a Igreja. Nem o Papa, nem os seus sacerdotes, nem seus leigos, nem os casos de pederastia, nem os casos de misericórdia. Ninguém é maior do que ela. Porém, ser Papa a esta altura da história, é um ato de heroísmo (destes que se realizam diariamente em meu país e ninguém os nota). Eu me lembro sem dúvida da história do primeiro Papa. Um tal... Pedro. Como foi que morreu? Sim, numa cruz, crucificado como o seu mestre, só que de cabeça para baixo.
Nos dias de hoje, Ratzinger se despede da mesma maneira. Crucificado pelos meios de comunicação, crucificado pela opinião pública e crucificado por seus próprios irmãos católicos. Crucificado à sombra de alguém mais carismático. Crucificado na humildade, essa que custa tanto entender. É um mártir contemporâneo, destes a respeito dos quais inventam histórias, destes que são caluniados, destes que são acusados, e não respondem. E quando responde, a única coisa que fazem é pedir perdão. "Peço perdão por minhas faltas". Nem mais, nem menos. Que coragem, que ser humano especial. Mesmo que eu fosse um mórmon, ateu, homossexual ou abortista, o fato de eu ver um sujeito de quem se diz tanta coisa, de quem tanta gente faz chacota e, mesmo assim, responde desta forma... este tipo de pessoas já não existe em nosso mundo.
Vivo em um mundo onde é divertido zombar do Papa, porém é pecado mortal fazer piada de um homossexual (para depois certamente ser tachado de bruto, intolerante, fascista, direitista e nazista). Vivo num mundo onde a hipocrisia alimenta as almas de todos nós. Onde podemos julgar um sujeito que, com 85 anos, quer o melhor para a Instituição que representa. Nós, porém, vamos com tudo contra ele porque, "com que direito ele renuncia?" Claro, porque no mundo NINGUÉM renuncia a nada. Como se ninguém tivesse preguiça de ir à escola. Como se ninguém tivesse preguiça de trabalhar. Como se vivesse num mundo em que todos os senhores de 85 anos estivessem ativos e trabalhando (e ainda por cima sem ganhar dinheiro) e ajudando a multidões. Pois é.
Pois agora eu sei, senhor Ratzinger, que vivo em um mundo que irá achá-lo muito estranho. Num mundo que não leu seus livros, nem suas encíclicas, porém que daqui a 50 anos ainda irá recordar como, com um gesto simples de humildade, um homem foi Papa e, quando viu que havia algo melhor no horizonte, decidiu afastar-se por amor à Igreja. Morra então tranquilo, senhor Ratzinger. Sem homenagens pomposas, sem corpo exibido em São Pedro, sem milhares chorando e esperando que a luz de seu quarto seja apagada. Morra então como viveu, embora fosse Papa: humilde.
Bento XVI, muito obrigado por suas renúncias.
Quero somente pedir minhas mais humildes desculpas se alguém se sentiu ofendido ou insultado com meu artigo. Considero a cada uma (mórmons, homossexuais, ateus e abortistas) como um irmão meu, nem mais nem menos. Sorriam, que vale a pena ser feliz.

Fonte: http://paroquiasaojoseptc.blogspot.com.br/

Carta de Santo Afonso sobre a escolha do Papa


“Esta carta, escrita para D. Traiano Trabisonda, fora provocada por sua Emcia (o Cardial) Castelli que dela se queria servir no conclave; de tão grande estima gozava Afonso! Melhor, porém, será citar as palavras de Tannoia que (no Livro III, cap. 55) assim escreveu: ‘O eminentíssimo Castelli, bem sabendo como era grande o prestígio que Afonso tinha diante de todos, pelo espírito de Deus que o animava, e o peso que sua autoridade tinha junto dos Cardiais, quis (estando próxima sua entrada para o Conclave) que ele, como que respondendo a uma pessoa zelosa e amiga que lho tivesse pedido, redigisse uma carta com os principais abusos que se deviam afastar da Igreja e da hierarquia eclesiástica, e outras coisas que devessem ser levadas em conta na eleição do novo Papa.
O Cardial fez esse pedido para apresentar a carta no Conclave, para que se elegesse um Papa como as circunstâncias exigiam. Ruborizou-se Afonso com essa ordem; todavia, tanto por zelo pela glória divina, quanto para obedecer a um Eminentíssimo que ele tanto estimava, primeiro recomendando-se a Deus, assim lhe respondeu em 23 de outubro de 1774...’.”


Vivam Jesus, Maria e José!
Arienzo, 24 de outubro de 1774.

Meu amigo e Senhor, quanto a minha opinião, que me pede no tocante às questões atuais da Igreja e à eleição do Papa, que opinião irei dar eu, miserável ignorante, e de tão pouco espírito como sou?
Digo apenas que são necessárias orações e grandes orações; por outro lado, para livrar a Igreja do estado de relaxamento e confusão em que se encontram universalmente todas as classes, não basta toda a ciência e prudência humana, mas é preciso o braço onipotente de Deus.
Entre os bispos, poucos são os que têm zelo verdadeiro pelas almas.
As comunidades religiosas quase todas, e sem quase, estão relaxadas; isso porque nas ordens, na presente confusão das coisas, falta a observância e perdeu-se a obediência.
No clero secular ainda é pior: ali é preciso fazer uma reforma geral de todos os eclesiásticos, para assim dar conserto à grande corrupção dos costumes que reina entre os seculares.
E por isso precisa pedir que Jesus Cristo nos dê um Chefe da Igreja que, mais que de doutrina e prudência humana, seja dotado de espírito e de zelo pela honra de Deus, e esteja totalmente afastado que qualquer partido ou respeito humano; isso porque se, para nossa desgraça, nos vem um Papa que não tenha diante dos olhos apenas a glória de Deus, pouca assistência lhe dará o Senhor, e as coisas, como estão nas presentes circunstâncias, irão de mal a pior.
As orações podem remediar a tanto mal, obtendo de Deus que ele intervenha com sua mão e dê conserto.
Por isso, não apenas mandei que todas as casas de minha mínima Congregação supliquem a Deus, com mais atenção que ordinariamente, pela eleição desse novo Pontífice; mas também na minha diocese ordenei a todos os sacerdotes seculares e regulares que façam na missa a colletta pro electione Pontíficis [a oração pela eleição do Papa]; e gostaria que o Senhor inspirasse ao Sacro Colégio escrever a todos os Núncios dos reinos cristãos que, em nome do Sacro Colégio, ordenassem essa oração na missa a todos os sacerdotes.
Essa a opinião que posso dar, eu miserável.
Por essa eleição do Papa não deixo de rezar mais vezes ao dia; mas, que podem minhas frias orações? Mas, apesar disso, pelos méritos de Jesus Cristo e de Maria Santíssima, confio que, antes que me chegue a morte, que está muito próxima devido à idade tão decaída e à enfermidade em que me encontro, o Senhor haverá de me consolar fazendo-me ver consolada a Igreja.
Acrescento: Amigo, também eu, como vossa Ilustríssima, gostaria de ver  reformados tantos desconsertos atuais; e saiba que quanto a isso me giram pela mente mil pensamentos que eu muito gostaria de manifestar a todos; mas depois, olhando para minha mesquinhez, não tenho coragem de apresentá-los em público, para não dar a impressão de querer reformar o mundo. Para meu desafogo, sem muita confiança porém, confio-lhe meus desejos.
Em primeiro lugar, desejaria ardentemente que o futuro Papa (uma vez que faltam agora muitos Cardiais que se devem nomear) escolhesse, entre os que lhe forem propostos, os mais doutros e zelosos pelo bem da Igreja; e que preventivamente intimasse aos Príncipes, na primeira carta em que lhes comunicar sua elevação, que, ao lhe pedir o Cardinalato para algum favorito, não lhe proponham senão pessoas de comprovada piedade e doutrina, porque do contrário não poderá aceitá-los em boa consciência.
Desejaria ardentemente que ele fosse forte na recusa de novos benefícios àqueles que já estão providos de bens da Igreja, o suficiente para sua manutenção conforme àquilo que é conveniente a seu estado. Que nisso se usasse toda a força contra todas as pressões.
Desejaria ardentemente ainda que se impedisse o luxo dos prelados, e por isso se marcasse para todos (do contrário não se remediaria a nada) se marcasse, digo, o número do pessoal de serviço conforme cabe a cada classe de prelados: tantos camareiros e não mais; tantos servos e não mais; tantos cavalos e não mais; para não continuar dando motivo aos comentários dos hereges.
E mais! Que se cuidasse mais de só conferir benefícios a quem serviu a Igreja, e não a pessoas particulares.
E mais, que se tivesse todo o cuidado na escolha dos bispos (dos quais principalmente depende o culto divino e a salvação das almas) procurando-se de mais fontes informações sobre sua vida e doutrina necessária para governar as dioceses; e que também sobre os que já governam uma diocese se exigisse secretamente dos metropolitas e de outros informação sobre aqueles bispos que pouco cuidam do bem de suas ovelhas.
Desejaria ardentemente ainda que se fizesse saber por toda parte que os bispos descuidados, e que estão falhando ou quanto à residência ou quanto ao luxo do pessoal a seu serviço, ou quanto a despesas exageradas em móveis, banquetes e semelhantes, serão punidos com a suspensão ou com o envio de vigários apostólicos para corrigir suas falhas; para que sirvam de exemplo de vez em quando segundo a necessidade.
Exemplos desse tipo fariam que estivessem atentos e se moderassem todos os outros prelados faltosos.
Desejaria ardentemente ainda que o futuro Papa fosse muito reservado no conceder certas graças que prejudicam a boa disciplina, como seja permitir que religiosas saiam de sua clausura por pura curiosidade de ver as coisas do mundo, conceder facilmente aos religiosos a licença para se secularizar, devido aos mil inconvenientes que disso resultam.
Sobretudo desejaria que o Papa reconduzisse universalmente todos os religiosos à observância de seu Instituto original, pelo menos nas coisas mais principais.
Ora vamos, não quero aborrecê-lo mais. Nada mais podemos fazer senão suplicar que o Senhor nos dê um Pastor pleno de seu espírito, que saiba estabelecer as coisas às quais acenei brevemente, conforme melhor for para a glória de Jesus Cristo.
E com isto lhe presto minha muito humilde reverência, enquanto com todo o respeito me declaro de Vossa Ilustríssima devotíssimo e obrigadíssimo servo, Afonso Maria, bispo de Sant’Ágata dos Godos.

(Tradução de Fl. Castro. Fev.2013)



Cf 2013: O Fenômeno Juvenil


No texto de ontem, falamos sobre a cultura midiática em que a juventude utiliza-se das redes sociais para se comunicar, utilizando dos instrumentos tecnológicos em suas relações. Hoje, vamos conversar sobre o fenômeno juvenil, neste tempo de grandes mudanças culturais.

Atualmente, nos meios de comunicação, os jovens são apresentados como “modelos de beleza, de vigor, de saúde e de liberdade”, mas também como “violentos, descompromissados, desordeiros, libertinos e voltados às drogas”.

Mas, o ser humano não nasceu para cumprir um destino, não nasce pronto, mas vai se formando ao longo das experiências que faz: ao longo da vida a pessoa vai formando a sua existência, isto é, a sua subjetividade.  A subjetividade é o “processo de constituição de uma vida, de uma existência, da pessoa, do eu”; as subjetividades são “em grande parte, produtos do contexto em que a pessoa vive”. Então perguntamos: que experiências temos oferecidos aos jovens para a construção de sua subjetividade, do seu “eu”, da sua existência? Hoje, há uma grande carência de pessoas que se disponham a acompanhar os jovens nas comunidades. Percebe-se que as “estruturas adultas”, aos poucos, estão se distanciando do “meio juvenil”. E isso não é bom.

 “Os tempos atuais são profundamente marcados pela fluidez e pela fragmentação. As relações interpessoais tendem a ser horizontais e abertas”. Isto faz com que os jovens vivam num mundo plural.  Eles “se organizam em pequenos grupos, distintos pelas suas relações sociais, econômicas, midiáticas, culturais”. Isso desestabiliza as “instituições eclesiais e seculares”, mas por outro lado “proporciona novas maneiras de organização”. A pertença dos jovens à Igreja é muito “mais existencial e afetiva”, quer dizer, cada um procura pertencer ao grupo ao qual está ligado afetivamente.

A juventude também tem formas associativas específicas, isto é, cada um busca participar de grupos que mais se adequam ao seu gosto ou se parecem com o jeito de ser. Apesar das dificuldades, “os jovens demonstram grande força, motivação e entusiasmo pela vida”. Isso é visível através dos “grupos juvenis” e das “atividades coletivas” nas redes sociais, formando “verdadeiros ambientes de convivência e de interação”. E esses ambientes de convivência e relação estão sempre em maior organização no “mundo urbano”, nas cidades. É aí que aparecem as formas associativas, como por exemplo as tribos, que “são agrupamentos humanos com costumes, aparências, estilo musical e moda peculiares”. Surgem também Grupos religiosos que oferecem “propostas religiosas formais radicais na relação com o sobrenatural”, com Deus. Aparecem também pastorais e movimentos em nossas comunidades e paróquias, como opção para a vida dos jovens, oferecendo “espaço de agregação e de sociabilidade”. Mesmo assim há um número substancial que participa apenas da missa dominical ou não se “identificam com nenhuma expressão associativa”, embora “permaneçam em nossos ambientes” de igreja. O DNJ, os encontros de final de semana, assim como outros eventos voltados para a juventude, confirmam a sede de “oportunidades significativas e organizadas” para os jovens. E, apesar dos sacrifícios, muitos jovens “maduros em sua vocação”, “não medem esforços nem economizam tempo e simpatia para servir os irmãos”, especialmente nas periferias. Surgem grupos ecológicos, “preocupados com a degradação do ecossistema”; continuam atuantes os grupos de afirmação da identidade, que despertam as pessoas contra as injustiças sociais, o preconceito, a pobreza, a corrupção; há também Grupos que se manifestam e se posicionam frente à globalização; Grupos folclóricos e artísticos, incentivados por instituições; grupos que lutam através das redes sociais, organizados pelas novas tecnologias “em tempo real”, porque a rede social tornou-se uma “maneira inovadora e incontrolável de se relacionar” e se organizar.

Uma das formas de organização da juventude é a comunicação em tempo real, fazendo acontecer uma “sociedade sem fronteira”. “Nessa rede de relações, surgem novos conceitos, novos símbolos, uma nova linguagem, mais simplificada, mais veloz e mais direta, e essa linguagem é rapidamente assimilada pelos jovens”. É uma “linguagem própria” e “em constante mudança”.

Amanhã, vamos continuar conversando sobre o fenômeno juvenil, sobre como vivem os jovens neste tempo de grandes mudanças. Paz e luz em seu coração. Fique com Deus!

Ir. José Torres, CSsR.

(CF 2013 - Fraternidade e Juventude: Primeira Parte, “Fenômeno Juvenil”, p. 30 -39).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

CF 2013: "A Cultura Midiática"


Continuamos nossa conversa sobre o tema da CF2013, Fraternidade e Juventude. No encontro anterior, falamos sobre os impactos da mudança de época em que vivemos. Vamos continuar nossa conversa falando hoje sobre a cultura midiática na vida do jovem, conteúdo do texto-base.
Cultura midiática é um "processo comunicacional”, que acontece utilizando daquilo que chamamos de meios de comunicação de massa, isto é, os jornais, as revistas, o rádio, a televisão, a internet, e outros. E nessa cultura midiática, o jovem surge hoje como um “novo modelo de agente de comunicação”, utilizando a internet, as redes sem fio e redes sociais. A Rede social é formada por "pessoas ou organizações que estão conectadas por um ou por vários tipos de relações e que partilham valores e objetivos comuns"(wikipedia).
As Redes sociais tornam-se ambientes em que os jovens não conseguem viver mais "sem os instrumentos tecnológicos próprios de seu mundo de comunicação.” E é nesse ambiente das novas tecnologias em que se pode ser, rapidamente, ouvido, visto e considerado que estão as raízes do novo jeito de ser e interagir do jovem de hoje. Porém, há nisso um risco iminente: o jovem pode ficar dependente dessas formas de comunicação e “querer e necessitar estar sempre conectado" e supervalorizar esse jeito de se encontrar com os outros (encontro virtual) e esquecer que, nas relações, a melhor forma de nos entendermos é a forma presencial, quer dizer, a presença física. “O melhor meio de comunicação é a própria pessoa”.
Mas, como fica o protagonismo dos jovens nesta cultura midiática?  O protagonismo acontece através da “conexão com outros jovens e com a esfera pública”. Então os jovens se tornam “socialmente fortes e valorizados” porque “conhecem e dominam as linguagens”, muito “mais que seus próprios pais e educadores”. As novas gerações vivem num universo de “interatividade e relações”, que promovem o diálogo. E o protagonismo do jovem acontece nessa interatividade. Mas, hoje, a forma de relacionar-se com a família é diferente das formas do passado: o uso das tecnologias “tendem a um isolamento” “em detrimento do diálogo e da partilha”.
Os jovens têm uma visão mais ampla, uma ”visão planetária”, desejando viver num “mundo mais pacífico, mais tolerante e mais responsável”. Vivem num “mundo sem fronteiras”, marcado pelo “respeito às diferenças entre as culturas e religiões” e  têm sensibilidade diante dos principais problemas do mundo. Percebemos em muitos lugares algumas manifestações políticas que são frutos da “consciência e atuação política”. A maioria das nossas crianças e jovens vive nesse "universo midiático”; e infelizmente, aqueles que não têm acesso, “são considerados como se fossem menos importantes em relação aos inseridos”. Embora todos tenham o direito de acessar a “tecnologia moderna”, é grande o número daqueles que chamamos de “excluídos digitais”. E isso dificulta o protagonismo juvenil.
Diante da Igreja, os jovens conectados “acreditam em Deus e buscam o sagrado”, não negam a sua fé e desejam cultivá-la. Querem ser ouvidos e participar ativamente das atividades da Igreja, “querem escutar e falar ao mesmo tempo”. E as redes sociais são utilizadas por eles como espaços de evangelização.
Diante das novas gerações a Igreja entende que “a utilização das redes sociais aproxima os jovens da missão” e entrega para eles a responsabilidade de evangelizar este “continente digital”, fazendo “bom uso da sua presença no areópago cultural”.
A cultura midiática, “modo de viver e de comunicar dos jovens, desafia paradigmas”, “apresenta novas questões” que devem ser debatidas e aprofundadas. Para isso, a Igreja precisa ter “uma atitude educativo-interativa com os jovens, que dialogue com eles”.
No nosso próximo encontro vamos falar mais sobre a realidade da juventude no Brasil. Tenha um dia abençoado! Até amanhã!
Ir. José Torres, CSsR.
(CF 2013 - Fraternidade e Juventude: Primeira Parte, “A Cultura  midiática”, p. 19-30).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

CF 2013: Impactos da mudança de época


Ontem, fizemos um breve resumo do texto-base da CF 2913. Hoje, vamos conversar sobre o primeiro ponto que fala sobre a mudança de época e seus impactos. Vale lembrar que nosso intento aqui é explicitar de forma resumida, o conteúdo oferecido pelo Texto-base.
A mudança de época que estamos vivendo “enfraquece e altera muitos paradigmas tradicionais”. O jeito de “compreender o mundo” não é mais o mesmo. Existem “novas formas de ver o mundo e da vida”. Podemos ver essas mudanças na economia, na política, na ciência, na educação, no esporte, nas artes, na religião. Mas a religião sofre maior impacto, porque ela preocupa-se com o ser humano e sua formação global, e com sua relação com Deus. Tais mudanças provocam em nós uma “crise de sentido” que pode distorcer os nossos “critérios de julgamento e os valores mais profundos”, atingindo especialmente as famílias. Acontece assim a “desarticulação cultural” e a “indiferença pelo outro” e “as relações deixam de acontecer na gratuidade” e passam a acontecer “de forma descompromissada e pouco estável”. Aí começa a desestruturação familiar e a desordem na identidade do homem e da mulher. No lugar dos pais e da escola, ficam os “meios de comunicação de massa”, que impõe “artificialmente” seus interesses de mercado.
Mas, apesar das “consequências perigosas” essas mudanças culturais trazem também aspectos positivos que “se revertem em vida”, como por exemplo, “a valorização da pessoa, da sua consciência e experiência, dos seus projetos e esperanças e do sentido da vida e da transcendência”; o “reconhecimento da diversidade cultural”, da valorização da vida familiar e comunitária, da “procura por Deus” em contraposição a essas perigosas mudanças culturais; os “avanços tecnológicos” que fazem os jovens “expandir suas relações”, promovendo assim “maior humanização global”.
Outro impacto que podemos sentir nessa mudança de época é a “fragilização dos laços comunitários e a negação da vida”. O “sistema econômico” induz as pessoas a reproduzirem comportamentos de cobranças e competição, que são contraditórios à “lógica da graça” de Deus; nos projetos dos jovens, o sonho de formar uma família, dá lugar às “funções profissionais”. Surge aí pessoas que se sentem pertencentes a uma comunidade, mas não tem “vida comunitária”. Nasce também o “empobrecimento da consciência de mistério do ser humano e de sua existência”: vive-se sem culpa porque quem julga a realidade é a vontade e a liberdade; vive-se a felicidade do presente sem a preocupação com futuro, comprometendo a ética, “relativizando os valores necessários para a construção das dimensões fundamentais da vida”, vivendo uma vida irreal, fantasiosa. Os “laços comunitários e sociais se fragilizam”, na busca da realização e do sucesso individualista.
A CF quer lembrar as dificuldades por que passam os jovens e que tais mudanças tendem a diminuir o “apelo ao exercício consciente da cidadania”, tornando-os vítimas da exclusão e da violência. A família, o Estado, a escola e a Igreja, que são as instituições que deveriam acolher e servir os jovens, encontram-se fragilizados.
Outra consequência das mudanças de época é o “ativismo privado”. Nos anos 60, os jovens se organizavam no meio estudantil e tinham “uma atuação política bem determinada”; nos anos 90 os jovens atuavam mais em grupos “culturais e lúdicos”; já a nova geração preza mais pelos “projetos pessoais” a partir da “individualidade”. Hoje, os jovens atuam através da criatividade, “permitindo-lhes abrir novos caminhos para exercer o protagonismo da sociedade”. Se forem bem encaminhados, os jovens “não se deixam manipular”.
Mas, amanhã vamos conversar sobre como o jovem de hoje se comunica, sobre a cultura midiática. Tenha um dia cheio de Deus! Até amanhã!

Ir. José Torres, CSsR.
(Texto-base da CF 2013, Primeira Parte: “Impacto da mudança de época, p. 12 a 19)

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Fraternidade e Juventude: entendendo o texto-base


A partir de hoje, estarei escrevendo sobre o Tema da Campanha da Fraternidade 2013, “Fraternidade e Juventude: Eis-me aqui, envia-me”. A tentativa é utilizar o conteúdo do texto-base oferecido pela CNBB, resumindo os seus tópicos e oferecer uma visão geral do texto. Os textos são frutos das reflexões feitas no programa "Caminhos da Fé", da Rádio Aparecida, especialmente para este tempo da Quaresma. 

Já estamos começando o tempo da Quaresma, que vai da quarta-feira de cinzas até o domingo de Ramos. São 40 dias de preparação para a celebração da Páscoa e durante este tempo todo cristão católico é chamado a fazer um processo de CONVERSÃO. Para isso, a Palavra de Deus deve ser ouvida, meditada e vivida com profundidade, assumindo com firmeza as práticas quaresmais (a oração, o jejum e a esmola). E para nos ajudar, a cada ano, a CNBB oferece subsídios para a nossa reflexão e ação.

Neste ano a CF retoma o tema “Fraternidade e Juventude”, com o lema “Eis-me aqui, envia-me”. Com isso, a Igreja se “propõe olhar a realidade dos jovens, acolhendo-os com as riquezas de suas diversidades, propostas e potencialidades; entendê-los e auxiliá-los neste contexto de profundo impacto cultural e de relações midiáticas; fazer-se solidária em seus sofrimentos e angústias, especialmente junto aos que mais sofrem com os desafios desta mudança de época e com a exclusão social; reavivar o potencial de participação e transformação” (Texto-base CF p. 10).

Você sabe que vivemos hoje em tempos difíceis, de mudança de época. A tecnologia avançou, os valores mudaram, as expressões de afetividade se transformaram, tanta novidade apareceu e as primeiras e potenciais vitimas dessas mudanças são os jovens. E, olhando a situação atual, nos perguntamos: Quais as atitudes que deveremos ter diante dessas mudanças? Como compreender os novos tempos? Será que a juventude está perdida? É possível ser jovem protagonista no seguimento de Jesus neste mundo cheio de mudanças que mexem com as nossas crenças e valores?.

Para nos ajudar a responder essas questões, o Texto-base da CF nos apresenta reflexões valiosíssimas e podemos utilizá-las nos grupos de oração, nas celebrações dominicais, nos encontros de jovens e também para nossa leitura e enriquecimento cultural e teológico. O texto-base está dividido em 4 partes:

A primeira, fala sobre os impactos que a mudança de época promove nas pessoas e na sociedade: trata dos novos meios de comunicação, da internet, das relações humanas através das novas tecnologias, da relação entre a Igreja e as novas gerações, das desigualdades e das políticas públicas voltadas para os jovens.

A segunda parte reflete o lema ”eis-me aqui, envia-me”, apresentando a juventude “à luz das Sagradas Escrituras, da Tradição e do Magistério da Igreja”: desde o Antigo testamento, passando pelo Novo Testamento, chegando aos tempos modernos, veremos alguns exemplos de jovens protagonistas, comprometidos com o reino de Deus.

A terceira parte do texto-base oferece 3 indicações para as ações transformadoras para os dias de hoje:  conversão, atitude de abertura para o novo e a busca pelo protagonismo dos jovens para o bem comum.

A quarta e última parte trata de um dos gestos concretos de “fraternidade, partilha e solidariedade” que é a doação para a “coleta da solidariedade” que acontece anualmente no Domingo de Ramos, “em favor das comunidades cristãs, paróquias e dioceses” mais carentes.

Este é um pequeno resumo do texto-base da CF 2013 que traz de volta o tema “Juventude e Fraternidade”. E esta é a nossa reflexão de hoje. Convido você para estar conosco diariamente nesta Quaresma, acessando este site, para aprofundarmos nossa reflexão sobre o tema da CF. Amanhã, vamos conversar sobre os impactos da mudança de época na vida e na sociedade. Deus abençoe o seu dia de hoje. Até amanhã!